sábado, 26 de março de 2011

ACEITA CPERS

Será que o nobre sindicato dos professores do rs acreditava que teríamos o piso salarial nacional de imediato aplicado aos nossos parcos vencimentos?

Hora é notório que a proposta de mais de 10% de aumento no primeiro ano de governo é bem superior ao acordado inicialmente, temos avanço ao deixarmos de tratar de abonos que a categoria, com justiça, rejeita.

Ficam algumas perguntas a nossa categoria:

Por que não mudamos o auxílio transporte que é concedido e retirado ao mesmo tempo?

Devemos mexer na dinâmica do vale alimentação? Pois como é, ele nos é pago em uma data e extornado no próximo pagamento, desejamos que isto assim permaneça?

Por último a pior e mais dramática pergunta, alterar ou não o plano de carreira do magistério?
Pouco entendo das tantas classes e níveis que nos regem, mas o que é bem claro é que a mesma lei que nos concede o "piso" remete obrigatoriamente a uma revisão do nosso "plano de carreira".

Nem sempre rever causa prejuízo, sou professor também na rede municipal de ensino de Bagé e obtivemos uma ótima alteração do nosso plano de carreira.

Devemos atentar que por mais que educação esteja entre as prioridades de um governo, a comunidade clama também por outros serviços. E temos que lembrar a lei de responsabilidade fiscal, não dá para propor tudo para nós, os demais também querem do mesmo pirão, e a farinha é pouca.

 
Negociar é preciso, isto pressupõe diálogo e ceder em algo.
Obrigado Governo Tarso, avançamos e assim eu fico mais aliviado.O piso é uma utopia possível a longo prazo.
Nem sempre sinetas na rua e greve são a melhor opção, vamos ao diálogo.

domingo, 20 de março de 2011

COERÊNCIA

Ligação, conexão, de um conjunto de idéias ou de fatos, formando um todo lógico." Este é um dos significados da palavra "coerência", mesmo com todas as variantes possíveis e todos os argumentos imagináveis e/ou sobrenaturais fica deveras difícil aceitar a proposta do governo do estado do Rio Grande do Sul para o magistério estadual.


Todo o movimento de oposição ao governo anterior (parece aqueles torcedores:  "time rival"), estava centrado em lutar pelo tão propalado piso dos professores, em defender o plano de carreira do magistério e eis que então o novo governo assume. Flamante e dotado de esperanças mil de todos nós. Esperamos que o piso esteja dentro das utopias possíveis.

Bueno o tal do piso foi proposto pelo nosso Ilustre Governador, Sr Tarso Genro, quando era Ministro da Educação. Por certo que ele achava baixa a remuneração do magistério naquela época, ainda mais que ele não tinha que pagar a conta. E piso era de onde iniciava a remuneração(soma de todas as vantagens percebidas pela nobre categoria do magistério), sobre ele incidiriam todas as vantagens, abono nem pensar, era um ultraje aos desvalorizados professores.

Pois bem, agora que  a conta é de responsabilidade do Sr Tarso Genro o discurso mudou, a proposta é abono, é mudar o plano de carreira (certamente suprimindo vantagens dos professores) e  o piso virou teto.

Assim é feio, eu caminhei vilas, discuti em escola, no popular: dei a cara a tapa para auxiliar a eleger o Sr Tarso, bueno agora só lembro de outra citação sua, feita em tempos idos: "Nem sempre o guardião da virtude   é virtuoso." 

Mas é bem ruim. Ainda bem que o Professor Dudu honra este piso em Bagé.

OUTONAL

Entra a estação que conduz ao inverno, tempo de frio, de fogo em lareira, dos necessitados mais sentirem, tempo de refletir e praticar a solidariedade. Quando ao te protegeres do frio em um belo casaco, jaqueta ou qualquer outro apetrecho lembra daqueles que carecem de tudo.
Lembra que quase sempre somos providos por mais do que necessitamos, sempre devemos ser solidários.
Motivações contrárias as doações sempre existirão, uso político, estímulo ao ócio etc; mas doa direto ao carente, escolhe tu o necessitado a ser atendido.
Não careça de motivo religioso, doe pelo bem comum, sendo tu e os teus providos em quantidades adequadas, auxilia sem preocupar-te ou mostrar o que é feito. O anonimato, neste caso, é ótimo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

DESENCANTO

Por vezes nos bate um desencanto, um certo sabor azedo, não de um bom sumo de limão, mas sim um ocre de comida estragada que nos deixa desencantado com atividades que apostávamos tanto, que por vezes nos levaram a debates exaustivos, a travar delongas com supostos adversários que depois tornam-se aliados de última hora.

Será a vida um lutar sem muitos resultados para os que estão na planície, a serem sempre pouco para os do plano alto, a serem lembrados quando necessários para legitimar atos, decisões e posturas.

Qual a verdadeira democracia? Quais as tantas diferenças entre os tantos matizes culturais e filosóficos?

Quando somos menos ou mais éticos que os outros?

Será que apostas de uma vida toda se esvaem em pequenos gestos ou serão estes necessários ?

Muitas dúvidas, poucas respostas. É hora de um balanço, de uma medida, de avaliar os caminhos e metas?

sábado, 12 de março de 2011

HONESTIDADE

  



    O que é ser honesto?

     Por certo parece uma questão fácil de responder em um primeiro momento, mas quando paramos para uma análise mais detalhada verificamos que não é tão simples.

    Todos concordam que roubar, furtar ou subtrair somas em dinheiro não constituem um ato lícito.
    Mas ao nos aprofundarmos na questão podemos chegar ao caso do indivíduo que roubou umas batatas para comer, foi capturado em flagrante, julgado e condenado. Muitos de nós podemos argumentar que umas poucas batatas para alimentação de uma família não constituem um crime.
    Também temos o exemplo daquele faxineiro de aeroporto que encontrou uma maleta ou bolsa, algo deste tipo, cheia de dólares e a devolveu sem subtrair um único dólar.
    Por outro lado temos aqueles que mesmo recebendo nababescos salários avançam sobre o alheio.
    Mas existe uma outra desonestidade, aquela dos que simulam a democracia ou usam das instituições democráticas e dos procedimentos por elas exigidos como uma fachada. 
    Assim temos que atentar bem para a montagem de conselhos, comissões e toda sorte de mecanismos de controle e validação dos processos democráticos, pois pode estar neles e nos seus procedimentos e composição uma ditadura disfarçada.
   Por outro lado podemos ter trabalhos democráticos e construídos ao longo de muitos anos desconstituidos por seres humanos que se julgam no direito de corrigir atos estabelecidos com critérios e democraticamente regidos.
   Ser  honesto é ao fim uma questão íntima, de quanto concordamos com algumas transgressões, visto que somos humanos e por isso passíveis de falhas e estando com o poder de decidir as questões conosco fica fácil cair em tentação. A não ser que n os consideremos perfeitos e superiores e deste mesmo modo todos que convivem ou gozam de nossa amizade, estima e convívio.
   Já lealdade é outra coisa. Por vezes alguém decide que deve cometer uma desonestidade para reparar algo que julgou sair errado. Bueno, neste caso pode ser salva a lealdade ou não. Em alguns casos é possível reparar conversando com quem realizou o trabalho, forma-se uma quadrilha ou as correções são feitas a revelia, mas salvou-se a lealdade. Porem pode tudo ser feito por "baixo dos panos", então adeus lealdade.Por vezes suportamos a desonestidade mas não a deslealdade.
 Agradeço aos meus pais por terem me educado com um forte senso de honestidade e a minha analista por compreender que temos que ser leais com as pessoas, por que se não transformamo-as em fantoches.


sábado, 5 de março de 2011

DECISÃO DO PISO

Dia 17 de março de 2011 pode ficar na história dos professores como um grande dia ou como um dia nefasto, se a nossa categoria for derrotada no STJ na questão relativa ao piso salarial do magistério e ele for entendido como uma remuneração mínima nunca teremos como melhorar nossa condição salarial.

Resta aguardar e confiar na capacidade dos advogados da CNTE.